Rock and Roll nas quintas-feiras de janeiro em São Leopoldo
Passar o verão na cidade é brabo, todos sabemos. Poucos amigos, calor dos infernos. E pior ainda é quando não tem nada pra fazer, a não ser se gelar nos botecos da cidade. Foi pensando nisso que apostamos em algo diferente para este próximo janeiro: durante todas as quintas-feiras do mês, traremos muito Rock and Roll para todos! Segue o serviço:
Elton Pradi Rockabilly Band todas as quintas-feiras de janeiro no Armazém San’Lou, em São Leopoldo (Rua Lindolfo Collor, 325 – Centro. Fone 3568-8659).
Em nosso repertório, mestres do Rock and Roll como Elvis Presley, Gene Vincent, Johnny Cash, Carl Perkins, releituras “rockabilísticas” de Replicantes e Camisa de Vênus e claro: sons autorais do caubói urbano, o galo cinza, Elton Pradi (ouça a música Que Tipo de Maluco É Você?). A banda ainda conta com Tiago Noswitz na bateria e José Baronio no contrabaixo acústico.
Essas serão festas da música independente, onde músicos poderão levar suas músicas para discotecagem ou, caso queiram, apresenta-las ao vivo mesmo! E sempre é bom lembrar: até as 23h as meninas não pagam entrada!
Se fizer a barba, cai serragem
O título do texto é o que me vem à mente quando vejo a propaganda eleitoral de certos candidatos. Conto um breve caso que me aconteceu no início de 2010, para que o leitor entenda o que quero dizer.
Moro numa cidade chamada São Leopoldo, região metropolitana de Porto Alegre. Nosso prefeito se chama Ary Vanazzi e seu vice, na época, era Alexandre Roso, ou melhor, Doutor Alexandre Roso. Digo na época porque hoje ele é candidato ao cargo de deputado federal. Alexandre é médico, diz que sempre lutou pela saúde no município e que implantou várias coisas na cidade e, acredito eu, agora quer levar isso a nível federal. Segundo seu site, foi o responsável por denunciar um esquema de corrupção na cidade que levou à prisão 12 vereadores (alguns pelo visto já estão soltos, pois os vejo na rua). Foi um ato de coragem e admirável por isso, devo lembrar.
Tendo um médico como vice-prefeito da minha cidade me fez acreditar que, ao menos em termos de saúde, estávamos em boas mãos. Leve engano meu. Em janeiro deste ano caí de bicicleta e fraturei a clavícula. Como estou acostumado a fazer sempre que caio, levanto imediatamente e vejo como estou. Sentindo que o braço esquerdo não estava lá muito bem, empurrei minha bicicleta até o Hospital Centenário, o único público da cidade. Me puseram em uma maca e, depois de cerca de TRÊS HORAS, fui informado que não havia UM traumatologista sequer em TODO o hospital naquele sábado pela manhã. “Um hospital sem traumatologista? Estranho isso”, pensei. Para encurtar a história, fugi do HC (sim, ainda por cima registraram fuga porque não tinham condições de prestar atendimento emergencial) e consegui me deslocar até um dos hospitais públicos de Canoas, cidade que fica há uns 20 Km de São Léo e, em MEIA HORA, eu já havia recebido atendimento e me dirigia para casa.
Não sei se foi azar o meu ou o que. É inadmissível em qualquer posto de saúde que os primeiros socorros não sejam prestados, e em um hospital então? Sim, nem os primeiros socorros foram prestados, pois continuei com meus ferimentos imundos de terra nas três horas em que me deixaram esperando. Não fosse minha paciência ter esgotado, não sei mais quanto tempo teria ficado lá, jogado ao lado de várias outras pessoas a espera de atendimento. Eu consegui sair de lá. Os outros não.
Ok, entendo que questões relativas ao Hospital Centenário sejam mais uma responsabilidade do secretário de saúde que do vice-prefeito. No entanto, leio o seguinte no site do próprio candidato: “A partir de 2009, Dr. Alexandre Roso acumulou ao cargo de vice-prefeito e o de Secretário de Saúde de São Leopoldo”. Mesmo que não houvesse nenhum médico ocupando um cargo público na cidade, os serviços tinham que ser igualmente impecáveis. O fato do vice-prefeito E secretário de saúde ser médico apenas agrava a situação pois, ao invés de fazer ainda mais pela saúde, o que vi lá dentro foi descaso. Saúde é um ponto muito sério para toda a população e saúde pública, especialmente, tem ainda mais importância. Não são todos os que têm condições de pagar por um bom plano de saúde e por isso a população deve exigir que os serviços prestados pelo hospital da cidade sejam de qualidade. Não sou um caso isolado. Dois amigos meus já precisaram ficar internados lá. Um teve que ser transferido para Porto Alegre e o outro me contou que quase se foi por conta de uma hemorragia interna que, ao que parece, demorou para ser descoberta. Ambos estão vivos, também é claro, graças ao trabalho dos médicos, incansáveis e, muitas vezes, mal valorizados. Mas sempre lutando pela vida de quem precisa!
Então eu penso se é um político assim que eu quero lá em cima, me representando. O Dr. Roso que me desculpe, embora eu não faça muita questão, mas minha aversão à ele está mais que justificada. Este que vos escreve não conhece o seu trabalho como médico, apenas como político. Fazer anti-campanha não é algo que me agrada muito, não, pois pode parecer que quero denegrir a imagem de alguém. Não, nada disso! O que faço aqui nada mais é que um contraponto aos sorrisos, promessas e apertos de mão. Baseado em fatos e com a única intenção de expôr o trabalho já realizado na vida pública de um dos candidatos.
Mas justiça seja feita. Sinto-me na obrigação de, após descer a lenha no Alexandre Roso, destacar algumas coisas positivas feitas por ele pela saúde no município. Segundo informações de seu site (http://www.alexandreroso.com.br/). Caso alguém conheça fatos que comprovem o que existe lá e/ou queira adicionar algo, peço que compartilhe conosco nos comentários. Como comentei no início do texto, o Alexandre foi o vereador que denunciou o esquema das fitas em São Leopoldo. Este foi um esquema de corrupção na cidade onde diversos vereadores receberam propina para eleger Joni Homem como chefe da casa (estou correto?). Ao todo, segundo foi noticiado, 12 desses vereadores foram presos. Isso foi em 2002 e muitos já devem estar soltos agora. Devo admitir, ato de coragem este o do Alexandre Roso, pois mexer com essa gente e ter que lidar com ameaças de morte não é brincadeira pra qualquer um. Um ato desses numa situação como a que li ontem no Observatório da Imprensa seria louvável (leia depois e com calma, mas não deixe de ler)!! Já na área da saúde, Alexandre tem focado seu trabalho na prevenção de doenças e dobrou o número de unidades de saúde com médico, de 14 para 31. Diz lá também que aumentou o salário dos servidores da saúde e melhorou as condições de tragalho (o que infelizmente não condiz com a realidade), além de ter ampliado o número de unidades de saúde com Estratégia de Saúde da Família.
Agora mudando um pouco de assunto mas não de foco, ante-ontem a noite peguei os minutos finais de uma entrevista que o José Serra dava ao Jornal da Globo e lembro que ele, ao invés de apresentar boas propostas, se preocupou em atacar a Dilma. Dilma Rousseff é a candidata do povo mas seu vice, Michel Temer, é do PMDB, partido elitista. O PMDB, por sua vez, é o partido do candidato a governador do RS José Fogaça (de novo, leia aquele artigo do Observatório da Imprensa e tire suas próprias conclusões). Fogaça é adversário do petista Tarso Genro. Pergunto: se isso tudo não for apenas um jogo de interesses, é o que?
Está na cara que tanto faz quem ou qual partido esteja no poder. Quem vai continuar mandando no Brasil serão grandes corporações que injetam dinheiro no governo e em campanhas esperando algo em troca. Basta olhar em volta! O presidente Lula e depois, caso eleita, Dilma Rousseff, defendem a unhas e dentes a construção da usina de Belo Monte (que construtora não gostaria de faturar alguns bilhões?). Caso isso ocorra, corre-se o risco de conflito entre indígenas e operários. Esse é o nosso governo que muito lembra a colonização por espanhóis e portugueses da América Latina: exterminar o povo local em nome do “progresso”. Para saber mais sobre a quantas anda Belo Monte, siga @PareBeloMonte.
Triste saber que muitos candidatos na tua frente sorriem mas depois esquecem de suas promessas. Não gosto da idéia de votar no menos pior. É como diz um amigo meu, “não curto meia foda”. Por conta disso, sigo sem candidatos. Voto nulo ou não voto, mas meus princípios eu não traio.
Uma observação. Caso alguém queira colaborar com essa que espero ainda chamar de série “Se fizer a barba, cai serragem” , enviando uma experiência vivida com algum político ou revelar fatos com fins de esclarecimento, sinta-se convidado(a). Só deixar um comentário (com o campo e-mail preenchido) que entro em contato. Só não vale ofenSas, difamações e coisas do tipo. Apenas FATOS.
Due Cose
A primeira delas é o seguinte video sobre a manifestação que ocorreu no último sábado aqui em São Leopoldo, pelos animais do canil municipal da cidade.
E segue o texto que foi distribuído à população durante a manifestação:
Canil Municipal de São Leopoldo: retrato do descaso e desrespeito aos animais
Em 05 de junho de 2009, a Prefeitura Municipal de São Leopoldo criou o CEMPA Centro Municipal de Proteção Animal, com garantias de que os animais lá abrigados receberiam tratamento digno e que melhorias estruturais e contratação de pessoal seriam realizadas. Porém, passado quase um ano desde sua criação, o que se vê é a triste realidade dos animais que não mudou. Confinados em baias insalubres, com potes de água e comida sujos, esgoto a céu aberto, vários amarrados em casinhas destelhadas, sem as mínimas condições de higiene causando a proliferação de ratos, larvas e insetos, mostrando a total falta de respeito aos direitos dos animais. Há muito tempo inúmeros apelos estão sendo feitos por parte de protetores dos animais às autoridades competentes, porém, estes ensurdecem quando o assunto é os direitos dos animais e quando cobrados por melhorias emergenciais no local. Voluntários estão impedidos desde dezembro de 2009, pelas autoridades responsáveis, de acessarem as instalações do CANIL a fim de que mais irregularidades não sejam constatadas e denunciadas.
Você, cidadão leopoldense está convidado a participar desta luta para ajudar a dar voz aqueles que não tem. Os animais, assim como nós seres humanos, também sofrem com a violência que se apresenta de diversas maneiras, entre elas a de serem reféns de pessoas incapazes de lidar com o sofrimento deles.
Veja as fotos do canil municipal. Mais informações sobre a manifestação aqui. Grato ao Rafael Santini e o Léo Rocha por terem produzido este filme e a ajudar na causa. Se queres escrever para as pessoas envolvidas na manifestação, pequenasatitudesrevolucionam@gmail.com.
A outra coisa, não menos importante devido aos fatos atuais que retrata, é uma imagem produzida pelo amigo Vagner Rodrigues. À beira do que pode ser o maior desastre ecológico dos EEUU, ainda tem empresas e países divulgando com alegria o descobrimento de novos poços de petróleo. Ainda bem que isso um dia vai acabar, pena eu não estar aqui pra ver!
Manifestação pelos animais do canil de São Leopoldo
Muito bem. Como já havia falado no texto anterior, acho realmente uma pena que não tenhamos compaixão para com nossos semelhantes mas sem deixar de lado a importância que deve ser dada aos animais que vivem em condições precárias em nossas cidades. Assim sendo, divulgo o seguinte convite para uma manifestação que ocorrerá aqui em São Leopoldo no próximo sabado, oito de maio:
Buscando resposta pelo motivo que o canil municipal de São Leopoldo não aceita mais voluntários e de luto pelas condições inadequadas que os animais se encontram, um grupo de pessoas resolveu se unir.
Uma manifestação pacífica será feita no dia 8 de maio, sábado. Toda comunidade está convidada a participar. Pede-se que os participantes usem roupas de cor preta. A concentração será a partir das 9h30, na Praça da Imigração, em frente à Câmara Municipal de São Leopoldo.
O grupo organizador é formado por protetores de animais, e não está vinculado a nenhuma ONG ou partido político.
Todos serão a voz dos animais que não sabem falar, mas clamam por ajuda, além dos tantos que já morreram. Em época de eleição, nossos políticos locais precisam sentir a ameaça popular e realmente tratar o canil municipal como merece.
Os animais nos pediram: funcionários habilitados em tempo integral, inclusive finais de semana e feriados; comida e água limpa todos os dias; acesso a voluntários para brincar, ajudar e auxiliar nas adoções; veterinários amorosos para castrar e tratar doenças; esgoto fechado; casinhas adequadas e limpas diariamente; entre outras tantas necessidades básicas para a vida!
O quê? Manifestação A FAVOR dos animais e CONTRA a forma que estão sendo tratados no Canil Municipal de São Leopoldo.
Quando? 8 de maio de 2010, 9h30.
Onde? Praça do Imigrante.
Então está dado o recado. Apenas para que as pessoas saibam com o que estamos lidando, seguem algumas fotos tiradas há pouco tempo atrás do canil de São Leopoldo. Mas antes me pergunto: por que a prefeitura de São Leopoldo não quer que voluntários cuidem do canil municipal? Especulação: seria porque essas pessoas realmente gostam de animais e não permitiriam que mais verbas fossem desviadas? Nossos administradores que me desculpem, mas que outra explicação pode ser dada para a precaridade mostradas nas seguintes fotos?
Mobilidade urbana: desafio MUITO urgente
Tenho um recorte em mãos do Jornal VS na qual um dos vereadores de São Leopoldo, Fernando Henning, exprime sua opinião sobre mobilidade urbana. Uma opinião vista por de trás do pára-brisa. Por meio deste texto, gostaria de cutucar não só o vereador, pois este faz parte de um grupo de pessoas que tem a mobilidade urbana como uma de suas preocupações para a cidade em 2024 (bicentenário da imigração alemã), como também o próprio Jornal VS, que diariamente faz duras críticas aos congestionamentos na BR-116 e, no entanto, exibe diversos anúncios de automóveis em suas páginas. Uma contradição.
Como o próprio Fernando diz em seu texto, em São Leopoldo foram 1212 carros novos em apenas três meses deste ano. Para uma cidade como a nossa, isso é muita coisa e percebo isso bem. Diariamente faço o deslocamento São Leopoldo – Novo Hamburgo para ir ao trabalho, de ônibus. Em horários de pico, um trajeto que até poucos anos atrás poderia ser feito em cerca de 20 minutos, hoje leva uma hora. Concordo completamente com o vereador quando este diz que deve haver um investimento maior no transporte coletivo e no que diz respeito à linhas circulares na cidade, evitando que moradores tenham que vir até o centro para então se deslocarem até outro bairro. Conseqüentemente, isso diminuiria o movimento na região central da cidade. No entanto, vejo São Leopoldo como uma cidade “planejada” exclusivamente para o transporte motorizado. Vide nossas poucas ciclovias por exemplo, que levam do nada ao lugar nenhum.
Quando se pensa em mobilidade, é preciso levar muitos pontos em consideração. Diariamente, arrisco dizer que milhares de pessoas vão para o trabalho de bicicleta em nossa região. É preciso pensar na segurança dessas pessoas: jovens, velhos, pais e mães de família que não são menos que ninguém apenas por preferir um meio de transporte que proporciona maior liberdade e, de quebra, não polui. O status social proporcionado pelo automóvel não deve ser levado em consideração se a intenção for proporcionar melhorias para toda a população. É esta a intenção do vereador?
Recentemente uma das principais avenidas de São Léo, a João Corrêa, foi completamente reestruturada. Suas pistas foram alargadas e as calçadas diminuidas. Não vejo motivo para não ter sido construida uma ciclovia em toda sua extensão, visto que muitos ciclistas trafegam por ali diariamente. Já na Av. Imperatriz Leopoldina existe sim uma ciclovia, que oferece uma pífea segurança à quem por ela trafega. Caso seja necessária uma ultrapassagem (de bicicletas), é preciso esperar até algum cruzamento, onde não existem os blocos de concreto de “proteção”.
Um detalhe no texto do Fernando que me chamou a atenção foi que em nenhum momento ele cita a bicicleta como meio de transporte, justamente numa opinião sobre mobilidade urbana. Não vejo como essa mobilidade possa melhorar apenas considerando trem, automóveis e ônibus. Inclusive achei um absurdo quando ele diz que “a conquista de um carro pelos leopoldenses é um fato positivo, uma melhora na vida das pessoas”. Indago-o: melhora em que ponto, se quanto mais carros tivermos nas ruas maiores serão os congestionamentos? Não há quem não fique estressado em um. Outro ponto que também gostaria de levantar é que simplesmente construindo mais avenidas (ou alargando as já existentes) se consegue uma solução temporária para o problema do tráfego. Logo essas novas vias estarão tomadas pela crescente frota automotiva (1212 carros novos em apenas três meses deste ano). Por outro lado, concordo novamente com o vereador quando ele diz que a climatização dos trens possa ser um atrativo para que as pessoas deixem seus carros em casa.
Quanto ao Jornal VS (e o NH também), fico muito chateado quando vejo notícias e mais notícias sobre os constantes congestionamentos nas rodovias da região ao lado de um anúncio de automóvel. Isso deixa o leitor, no mínimo, confuso. Em certos trechos do meu trajeto de volta a bordo do Centralão, vejo cenas lastimáveis causadas por esses congestionamentos. A mais comum delas são os motoristas que invadem calçadas para ganhar alguns metros de vantagem. Pergunto: de que adianta o jornal criticar furiosamente estes congestionamentos, como que procurando alguém para culpar, se sempre dá razão às montadoras e seus anúncios? Os motoristas nunca estão errados, não há nada de mal em comprar um carro novo e ser mais um a ficar preso ali porque o estado não disponibiliza uma estrutura maior para o transporte individual, não é mesmo? Hipocrisia em sua essência. Mas tudo bem que estes congestionamentos são gerados porque esses carros são ocupados, em sua maioria, por uma única pessoa. Esta é a São Leopoldo que será deixada para as futuras gerações?
Já que o vereador Fernando Henning está planejando uma São Leopoldo melhor para a comemoração dos 200 anos da imigração alemã, convido-o a pegar alguns exemplos sobre mobilidade lá da Alemanha, onde o uso da bicicleta é muito estimulado. E já que em seu texto o Fernando fala também sobre a copa de 2014, que tal pegar mais um exemplo de nossos imigrantes? Parafraseio parte deste texto do Blog de Ecologia Urbana: “Berlim, uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol, em 2006, aproveitou o evento para desestimular o uso de carros. Num raio de 3 kms dos estádios, nada entrava senão pedestres e ciclistas . Num raio ainda maior, carros não entravam.” E da mesma forma, desafio o Grupo Editorial Sinos a pensar em mais soluções e não só reclamar dos congestionamentos em seus jornais. Em tempo: soluções reais para a mobilidade ao invés de pensar em apenas num seleto grupo de classe média-alta. A bicicleta é o veículo mais utilizado no mundo.
Aos interessados, digitalizei o texto do Fernando Henning, inclusive o verso do recorte. Ironicamente, ele estampa um anúncio da Sinoscar, revenda de automóveis aqui da região. Frente e o verso.
Veja mais fotos aqui. Se as descrições das fotos não aparecerem, clique no botão Show Info no canto superior direito da tela. E veja só como são as coisas! Eu estava prestes a clicar no botão “Publish” quando vejo no twitter do @bvcicloturista o video abaixo. É uma reportagem do portal G1 sobre a bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho. Embora seja na cidade de São Paulo, a realidade aqui em São Leopoldo é a mesma. Assista!
E um update. Coloco aqui outro video que foi postado nos comentários pelo Olavo Ludwig. O video mostra o desafio do ex-prefeito de Bogotá em tornar a cidade mais humana e menos dependente dos automóveis. Uma frase que gostei muito é que o estacionamento de automóveis não é um problema público. Vale a pena assistir também.
Voltando…
Depois de tanto tempo afastado dos blogs, as idéias começam a voltar – assim como a inspiração para escrever. São tantas coisas que tenho visto ultimamente e pensado: isso vale uma postagem… mas quem disse que vim até aqui e pus em prática? Eis que hoje, nesse belo domingo de sol convidando para uma pedalada lá pelos confins da Lomba Grande, resolvo retomar o blog.
Os temas que gostaria de tratar hoje são muitos, o que infelizmente me impossibilita de falar sobre cada um deles com a atenção merecida. Mas vamos lá, vamos por partes.
- Tenho acompanhado através de blogs como o Vá de Bike a barbaridade que o governador de São Paulo, José Moto-Serra, tem autorizado a fazer: cortar todas as árvores da Marginal do Tietê para a construção de novas pistas para automóveis. Uma verdadeira lástima, símbolo do capitalismo selvagem. Quanto será que os responsáveis por essas obras não estão ganhando do lobby automobilístico? Lembre-se disso quando for escolher o futuro presidente da república, pois provavelmente o Moto-Serra irá concorrer. Enquanto uma coisa dessas acontece no Brasil, em Nova Iorque as avenidas são diminuídas para dar espaço à pedestres e ciclistas, e em Seul, vias expressas são derrubadas dando lugar à parques e um rio revitalizado.
- Assisti a dois documentários nos dois últimos dias: Zeitgeist e A Corporação (The Corporation). Não gosto quando vem alguém e me diz que a verdade absoluta é tal coisa, como faz o Zeitgeist, mas mesmo assim vale a pena assistir. Afinal, o propósito é simples: salvar o mundo das garras dos tiranos bancários que querem dominar o planeta – como muitos vilões de HQs que existem por aí – uma causa nobre, sem dúvida. Já o segundo, A Corporação, achei bem mais coerente e imparcial, mostrando opiniões até mesmo revoltantes, como a de que tudo oque há sobre a Terra deva ser privatizado (e o que acontece com empresas e governos que apóiam essa idéia). Conta com entrevistas de CEOs de grandes empresas, como Shell e Goodyear, além da presença de Michael Moore. Ótimo documentário. O Zeitgeist você pode ver aqui (legendado), já o Corporação, você encontra em sites de torrents, como o Making Off. Há ainda a opção de ver no YouTube (para quem dispensa legendas).
- Voltando à minha querida São Leopoldo agora, hoje é o dia excelente para iniciar um projeto que tenho em mente e pensado a respeito durante a última semana. Essa cidade, como muitos não devem saber, é o berço da colonização alemã no Brasil (embora a cultura germânica esteja bem mais difundida em outras regiões do país, como a serra gaúcha e catarinense). O problema é que hoje as cidades que não são tão grandes, como essa, com cerca de 200 mil habitantes, estão cada vez mais mutáveis. Nos últimos meses, pelo menos três prédios históricos do centro de São Leopoldo foram abaixo. Como a prefeitura simplesmente ignora os cidadãos revoltados com esses atos, resolvi pegar a máquina fotográfica e registar minha cidade, enquanto pedalo por suas ruas quase bicentenárias. Não apenas os prédios antigos, mas os novos também, pois tenho certeza de que, em cinco anos, muita coisa terá mudado. Como pode um povo que destrói seu passado esperar algo bom do futuro? Visite em breve http://saoleopoldoeraassim.wordpress.com. O nome e conteúdo do blog são inspirados em livro homônimo que, através de fotografias antigas, conta a história da cidade.
Por hora acho que é isso o que tenho a dizer… Na época do Volume no Dez, escrevi uma reportagem falando sobre o descaso dos órgãos públicos com o Largo Rui Porto. De alguns anos pra cá, aquele enorme espaço se tornou um terreno baldio que ganha vida apenas por 10 dias durante o ano, quando acontece a São Leopoldo Fest. Como excluí o Volume, terei que reescrever a reportagem, pois a Fest novamente se aproxima. Acredito ser este o tema da próxima postagem. Até.























